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Postado por Unknown sexta-feira, 8 de março de 2013


Ex-vereador diz que própria vítima forjou crime, mas não provou alegação

07/03/2013 - 16:04
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Tiago de Brino / Especial
Ex-vereador Tiago Bento e o pintor Everton Barbosa afirmaram que ação foi forjada pela vítima
A bilhetagem telefônica mostra que o filho de um empresário de uma rede de supermercados da região pode não ter forjado o próprio sequestro, ocorrido no dia 19 de julho de 2011, em Barrinha. Na ocasião, os sequestradores disseram que a vítima havia passado para eles todos os planos do próprio sequestro por telefone. Para verificar se eles diziam a verdade, a Polícia Civil pediu a bilhetagem telefônica dos envolvidos no crime.
“Foi apreendido o chip do telefone e não havia qualquer ligação feita pelos sequestradores à vítima e, com isto, caiu a tese da defesa de que a vítima teria arquitetado o crime”, diz o advogado Júlio Mossin, que defende o empresário.
No dia 29 de agosto de 2011, o vereador Tiago Carlos Bento acusado de ser o sequestrador afirmou que toda a ação foi planejada pela vítima. Na época, ele disse que o empresário teria prometido a ele R$ 50 mil pela simulação do sequestro e alegou que recebeu ameaças caso não participasse da trama. “Eu trabalhava na rede de supermercado deles há oito anos fazendo as propagandas e não podia perder este emprego”, afirmou à época.
Ele também contou que todo o plano foi passado para o comparsa dele, o pintor Everton Barbosa, pela vítima um dia antes do sequestro em uma ligação.
“Os sequestradores afirmaram que a bilhetagem iria esclarecer os autores do sequestro. A bilhetagem veio e o chip comprovou que não houve nenhuma ligação para mim, como também o chip sequer estava habilitado pela operadora. Com esta manobra, mentindo para a polícia e me acusando injustamente, eles conseguiram ser libertados da prisão temporária. E agora, como ficamos?”, informou a vítima, por meio do advogado.
“Existem imagens que mostram os sequestradores seguindo a vítima de carro. Se ele tivesse forjado o próprio sequestro não precisava ser seguido, se fosse tudo planejado, era marcar um encontro”, diz Mossin.
O ex-vereador Tiago Bento não foi encontrado pela reportagem. A Polícia Civil ainda investiga o caso.
Resgate pedido em sequestro foi de R$ 1,5 mi
Horas após o filho ter sido levado pelos supostos sequestradores, o pai dele recebeu uma ligação em que ouviu o pedido de resgate de  R$ 1, 5 milhão. O jovem foi libertado na mesma noite em frente a um orelhão em Viradouro, mesmo antes do pagamento.
Dias depois, Tiago Bento e o comparsa dele, o pintor Everton Barbosa, foram presos pela Polícia Civil, após serem flagrados pelas câmeras de segurança do local onde a vítima trabalhava. Eles apontaram o filho do empresário como mentor do sequestro.
A polícia fez a acareação entre os três envolvidos e a versão da história não mudou. Os dois sequestradores confirmaram que a vítima havia planejado o crime e o filho do empresário negou.

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